Editora: Galera Record
Autor: Rachel Cohn
ISBN: 850107697X
Número de páginas: 220
Sinopse: Depois de ser expulsa do colégio interno, a selvagem, obstinada e viciada em café Cyd Charisse volta a São Francisco para viver com a mãe e o padrasto. Mas para ela, não há como sobreviver neste lar imaculado: Cyd quer ser livre, e não se importa em quebrar as regras. Mas quando sua rebeldia sai do controle, seus pais a despacham para Nova York para passar o verão com seu pai biológico, Frank. O que ela não esperava era que o verão não corresse como ela planejara - e Cyd está longe de ser o que a nova família imaginava.
Antes de mais nada, gostaria de dizer que essa resenha não é
só uma resenha. Se vocês nos seguem no
twitter viram que no mês passado foi meu aniversário. Eu não tinha pensado em nada relacionado a isso para postar no blog, mas então fiquei com vontade de reler Pão-de-mel e decidi unir o útil ao agradável. Sempre que perguntam meu livro preferido, ele imediatamente aparece na minha mente. Por isso, eu não poderia deixar de falar desse livro aqui no blog.
Quando li Pão-de-mel pela primeira vez, foi em 2008. Eu tinha doze anos e estava começando a me interessar por livros e pelas palavras. Só me lembro de ter adorado. Reli o livro em 2009, quando eu tinha treze anos, depois que uma amiga minha também o leu e disse que eu me parecia muito com a Cyd - a protagonista. E eu constatei que, sim, a Cyd tinha muito de mim; mas de um jeito meio esquisito. E tive certeza de que havia encontrado meu Siri.
Na semana passada, quando tirei o livro da estante - o que faço sempre, porque gosto de ler alguns trechos dele para me inspirar -, senti um medo terrível de não gostar do livro. Não que Rachel Cohn fosse capaz de me decepcionar - nem se ela quisesse! -, mas você sabe como as coisas se tornam menos legais depois que você cresce. Mas agora que tenho dezesseis anos e uma lista muito maior de livros lidos e agora que o "meu Siri" já foi embora há muito tempo, fiquei com medo de que tudo parecesse bobo demais.
Não poderia estar mais errada. É assustador o quanto me enxergo em Cyd Charisse. Em todos os detalhes, desde a sua forma de enxergar o mundo e agir até a forma como se relaciona com as pessoas e consigo mesma. Definitivamente, é uma história que tem muito de mim. Apesar de não emprestar nem sob pena de morte, esse é um livro que não tenho dó que amasse ou dobre um pouco, porque é como se ele fosse muito mais que um livro.
A história é divertida e interessante. Os personagens são peculiares e muito bem construídos, os cenários são maravilhosos e cada detalhe é delicioso. É um livro que provoca no leitor aquela sensação gostosa de final de tarde numa biblioteca com um café quente, num mundo onde
nem sempre tudo dá certo, mas que
dá certo apesar de tudo. Ainda pretendo relê-lo muitas vezes.
Espero que tenham gostado do post. Não há muito o que dizer sobre o livro em si, mas eu simplesmente não poderia deixar de falar sobre ele aqui. Ah! Tem as continuações Siri e Cupcake, vale a pena ler também.
E você, qual é o livro que é seu xodó?
Beijo,
Ná Mazzilli!