segunda-feira, 28 de abril de 2014

A estrela que nunca vai se apagar - Esther Earl com Lori Earl e Wayne Earl

Autores: Esther Earl com Lori Earl e Wayne Earl
Editora: Intrínseca
Número de páginas: 448
ISBN:  9788580574661
Sinopse: A Estrela Que Nunca Vai Se Apagar conta a história de Esther Grace Earl, diagnosticada com câncer da tireoide aos 12 anos. A obra é uma espécie de diário da jovem, com ilustrações, fotos de seu arquivo pessoal, textos publicados na internet, bate-papos com os inúmeros amigos que fez on-line e reproduções de cartas escritas em datas comemorativas como aniversários. A jovem perdeu a batalha contra a doença, mas deixou um legado de otimismo e celebração ao amor. Atualmente sua mãe, Lori Earl, preside a instituição sem fins lucrativos This Star Won´t Go Out (tswgo.org), que apoia pacientes e famílias que lutam contra o câncer.




Denso e incrível. Essa, na minha opinião, é a melhor forma de definir esse compilado de emoções e verdades com a visão da família Earl e seus amigos. Acredito que todos, se não grande parte, sabem que é Esther e qual sua história - ela é uma amiga de John Green, que morreu de câncer na tiroide e sua perda fez com que ele se dedicasse à escrever A culpa é das estrelas.

Já no prólogo, derramei algumas lágrimas. Lá, John Green conta um pouco de como conheceu a Esther e se encantou com ela e também de como ela 'salvou sua vida' diversas vezes. Toda a questão dos nerdfighters (título criado pelos irmãos Green em seu vlog) e como em uma convenção ele conheceu essa garota com cancer e descobriu com o passar do tempo como ela era incrível e unica. E ainda, de como ela morreu um dia depois do aniversário dele e a dor e o luto foram tão grandes que sim, ele se dedicou ainda mais a ACEDE para tentar lidar com isso (ele esclarece ainda que já tinha a ideia do livro então Esther e Hazel não são a mesma pessoa, apesar de terem característica similares).

Enfim, o livro conta a trajetória de Esther e traz a visão dessa garota com câncer mas de personalidade explendida, com bastante fé em Deus, mas ainda uma adolescente. Quando comecei a obra, achei que choraria a cada virada de página, que enconrtraria uma Esther triste, depressiva e revoltada e que isso iria me ferir muito. Pelo contrário. Esther manteve a fé em Deus durante toda a sua doença e tentava ao máximo ser positiva e realizar seu sonho era fazer algo de especial ao mundo.

Durante a obra, você acompanha os diários da garota com seus pensamentos íntimos, alguns de seus desenhos, diversas fotos dela e de sua família. É possível ainda conhecer um pouco sobre seus pais e irmãos, seus médicos e seus amigos. O leitor entra na vida de Esther e descobre um pouquinho do que ela passou, cada dia, durante seus quatro anos de batalha.

No fundo, acredito que Esther tenha feito algo de especial ao mundo. Pelo menos, àqueles que a conheceram ou conheceram sua história. Ela mudou minha forma de pensar. No livro, vi o amor incabível que ela tinha pela vida e pelas coisas que realmente eram importantes. Deus, sua família, seus amigos, seus animais. Pessoas, não coisas. Momentos. 

Ler A estrela que nunca vai se apagar mostrou como, mesmo quando todos esperam por algo, - Esther sabia quais eram suas chances, mas mesmo assim ela tinha fé - a dor e a perda nos ensinam ainda mais. Depois que ela morre, sentir as emoções e palavras de seus pais, amigos e irmãos me fez perceber que essa Estrela e tudo que ela ensinou serão eternos.

Avaliação: 5/5

Ps.: Não tenho muito que falar sobre a obra. Me encantei com Esther e sua vida, mesmo que curta, foi magnífica. Ela deixou sua marca. E principalmente por isso, recomendo a leitura do livro. 

Beijos, 
Ká Andrade

12 comentários:

  1. Eu também comecei a chorar no prólogo e não parei mais até terminar o livro. Acho que a forma positiva como a Esther pensava é realmente inspirador. Uma das partes que mais me tocou é quando ela diz que não pode reclamar da sua vida porque tem crianças em situações muito piores. Isso me mostrou que a gente reclama de tantas coisinhas bobas, quando ela tinha um motivo muito grande e válido para ficar com raiva do mundo e ainda assim, ela era uma pessoa positiva.

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  2. Olá, Ká.
    Eu li ACEDE, mas não curti tanto quanto a maioria das pessoas.
    Por este motivo não me interessei muito por este livro, apesar da história de vida da personagem ser bastante interessante e não ter muito em comum com ACEDE. Não sei, gostei muito da parte que você cita sobre a fé e a mensagem linda do livro...
    Beijos.

    memorias-de-leitura.blogspot.com

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  3. Eita...primeira resenha que vejo desse livro e parece ser emocionante, mas não leria no momento que estou. Sei lá...tô buscando leituras mais "UP"...esse livro não me interessa muito.
    Beijos!
    Monólogo de Julieta.

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  4. Eu ainda nem li ACEDE ainda, mas acabo de ter a certeza que vou ter que incluir esse livro na minha lista de desejados. A resenha ficou ótima!

    Lucas - Carpe Liber
    http://livrosecontos.blogspot.com.br/

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  5. Oi Ká!

    Eu sabia que John Green havia se inspirado nela para escrever ACEDE e imagino que esse livro seja ainda mais comovente que o primeiro. Como você disse seria fácil encontrar alguém deprimido, Esther deve passar uma grande lição de vida. Adorei a resenha.

    Beijos

    http://poesiasprosasealgomais.blogspot.com.br/

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  6. Parece emocionante >_< Tenho vontade de ler!

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  7. Estou querendo muito ler esse livro, parece ser ótimo. Espero ter a oportunidade de lê-lo em breve.

    M&N | Desbrava(dores) de livros - Participe do nosso top comentarista de Abril

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  8. Eu tô desejando muuuuito esse livro, mas ainda não pude ler.

    www.iasmincruz.com

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  9. Quero muuuuito ler esse livro, mas cade coragem?
    Sei que vou morrer de chorar e nao to nesse clima sabe?
    Mas tenho certeza, assim como você, irei amar o livro!


    Beijos,
    Carolina's Books Blog

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  10. Oi Ká
    ACEDE não se tornou meu livro favorito como aconteceu com tantos leitores. O livro deixou a desejar em alguns pontos, mas estou na expectativa que o filme consiga suprir essa falhas.
    Parece ser um livro tocante, mas cheio de ensinamentos de como devemos valorizar a vida e agradecer por cada dia vivido.
    Tenho muita vontade de ler.

    Beijos
    Mundo de Papel

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  11. Quero tanto ler esse livro e saber mais sobre a menina que inspirou John Green :/
    Já vi que vou chorar horrores durante a leitura (sou chorona).
    inda sua resenha.
    Beijos!
    http://umaleitoravoraz.blogspot.com.br/

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  12. Quando vi esse livro não tinha me interessado. Por ser história real, o que geralmente não gosto de ler e também por causa do livro ACEDE que não foi um dos melhores que li. Mas lendo a sua resenha agora me deu vontade de ler ele. Vou colocar na minha lista.

    Blog Prefácio

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